F.C. Porto vence no Restelo e fica a uma vitória da festa do título
O F.C. Porto pode sagrar-se tricampeão na próxima jornada frente ao Estrela da Amadora no Dragão. Esta é a conclusão da vitória dos portistas no Restelo por 2-1, conseguida após penalty, já nos descontos finais.
O Belenenses até esteve a vencer e quem assistiu ao jogo não viu uma grande exibição dos portistas, mas como noutras ocasiões a eficácia foi determinante.
O F.C. Porto chegou ao Restelo com Bosingwa recuperado de lesão e Paulo Assunção regressado após castigo, enquanto no Belenenses a novidade foi a inclusão de Amaral no lado direito da defesa, motivado pelo castigo de Cândido Costa, expulso frente à Academica.
Os dragões necessitavam de vencer para ficarem com a possibilidade de fazer a festa do título na próxima jornada, frente ao Estrela da Amadora, mas não encontraram tarefa fácil em Belém.
Crónica do Jogo:
Com um esquema bem montado por parte da equipa de Jorge Jesus, a primeira ocasião de golo pertenceu mesmo ao Belenenses. Ao minuto 7 Silas deu para Zé Pedro e este com um remate forte, na esquerda, obrigou Hélton a voar para defender para canto.
Quaresma tinha grandes dificuldades em encontrar espaços para aparacer no jogo e só aos 15 minutos surgiu o primeiro remate do camisola 7, de longe, por cima da baliza.
Raúl Meireles ainda fez a bola bater na trave, num cruzamento, mas era o Belenenses que trocava a bola com mais facilidade a meio-campo, onde se via que Paulo Assunção estava apagado. O remate de Roncatto com perigo aos 27 minutos era a prova que a bola chegava mais rápido aos avançados do Belenenses.
Uma boa jogada de Lucho (29m) a abrir para Bosingwa, quando tinha toda a gente na sua zona de acção, fez do "El Comandante" o jogador do F.C. Porto que mais tentava organizar jogo.
O F.C. Porto subiu de rendimento, mas foi o Belenenses que marcou. Weldon colocou a equipa do Restelo a vencer aos 41 minutos. Após jogada de Silas a servir Zé Pedro, este chama Rúben Amorim que isolou o brasileiro na esquerda. Este olhou para Hélton e fez golo. Weldon derrotou o Benfica em Bélem e permitiu a vantagem do Belenenses, ao intervalo, frente ao F.C. Porto.
No arranque da segunda parte, a equipa portista criou mais ocasiões para marcar e Lisandro (quem mais?) fez o 1-1 aos 49 minutos. O argentino dominou Rolando à entrada da área e rematou para o 20º golo no campeonato.
Farías ainda rematou ao lado (62m) e Júlio César travou uma mão cheia de remates portistas. O Belenenses não conseguia segurar a bola e esta foi a melhor fase do F.C. Porto no Restelo, com o guarda-redes brasileiro em bom plano.
Era de contra-ataque que o Belenenses subia até à área portista, aproveitando a velocidade de Weldon, o que valeu um cartão amarelo a Pedro Emanuel (73m).
Júlio César defrontou pela primeira vez um grande em Portugal e apesar do jovem guarda-redes brasileiro de 21 anos ter feito boas defesas, acabou por sair derrotado.
Aos 89 minutos ainda negou o golo a Quaresma, de bola corrida, mas foi batido de grande penalidade, quando, nos descontos finais, Hugo Alcântara derrubou o "Mustang" na área e Lucílio Baptista assinalou penalty. Lucho ainda ajeitou a bola, antes de a rematar para o fundo da baliza de Júlio César.
Ouviu-se o apito final logo depois e estava confirmada mais uma vitória do F.C. Porto. Com sorte, dirão uns. Com justiça, afirmarão outros. Com eficácia, dizemos nós, fruto da mais-valia que é ter dois argentinos como Lucho e Lisandro na equipa, e um português de nome Ricardo Quaresma a aparecer a tempo de decidir.
Por Irene Palma, jornalista "Mais Futebol"
O Belenenses até esteve a vencer e quem assistiu ao jogo não viu uma grande exibição dos portistas, mas como noutras ocasiões a eficácia foi determinante.
O F.C. Porto chegou ao Restelo com Bosingwa recuperado de lesão e Paulo Assunção regressado após castigo, enquanto no Belenenses a novidade foi a inclusão de Amaral no lado direito da defesa, motivado pelo castigo de Cândido Costa, expulso frente à Academica.
Os dragões necessitavam de vencer para ficarem com a possibilidade de fazer a festa do título na próxima jornada, frente ao Estrela da Amadora, mas não encontraram tarefa fácil em Belém.
Crónica do Jogo:
Com um esquema bem montado por parte da equipa de Jorge Jesus, a primeira ocasião de golo pertenceu mesmo ao Belenenses. Ao minuto 7 Silas deu para Zé Pedro e este com um remate forte, na esquerda, obrigou Hélton a voar para defender para canto.
Quaresma tinha grandes dificuldades em encontrar espaços para aparacer no jogo e só aos 15 minutos surgiu o primeiro remate do camisola 7, de longe, por cima da baliza.
Raúl Meireles ainda fez a bola bater na trave, num cruzamento, mas era o Belenenses que trocava a bola com mais facilidade a meio-campo, onde se via que Paulo Assunção estava apagado. O remate de Roncatto com perigo aos 27 minutos era a prova que a bola chegava mais rápido aos avançados do Belenenses.
Uma boa jogada de Lucho (29m) a abrir para Bosingwa, quando tinha toda a gente na sua zona de acção, fez do "El Comandante" o jogador do F.C. Porto que mais tentava organizar jogo.
O F.C. Porto subiu de rendimento, mas foi o Belenenses que marcou. Weldon colocou a equipa do Restelo a vencer aos 41 minutos. Após jogada de Silas a servir Zé Pedro, este chama Rúben Amorim que isolou o brasileiro na esquerda. Este olhou para Hélton e fez golo. Weldon derrotou o Benfica em Bélem e permitiu a vantagem do Belenenses, ao intervalo, frente ao F.C. Porto.
No arranque da segunda parte, a equipa portista criou mais ocasiões para marcar e Lisandro (quem mais?) fez o 1-1 aos 49 minutos. O argentino dominou Rolando à entrada da área e rematou para o 20º golo no campeonato.
Farías ainda rematou ao lado (62m) e Júlio César travou uma mão cheia de remates portistas. O Belenenses não conseguia segurar a bola e esta foi a melhor fase do F.C. Porto no Restelo, com o guarda-redes brasileiro em bom plano.
Era de contra-ataque que o Belenenses subia até à área portista, aproveitando a velocidade de Weldon, o que valeu um cartão amarelo a Pedro Emanuel (73m).
Júlio César defrontou pela primeira vez um grande em Portugal e apesar do jovem guarda-redes brasileiro de 21 anos ter feito boas defesas, acabou por sair derrotado.
Aos 89 minutos ainda negou o golo a Quaresma, de bola corrida, mas foi batido de grande penalidade, quando, nos descontos finais, Hugo Alcântara derrubou o "Mustang" na área e Lucílio Baptista assinalou penalty. Lucho ainda ajeitou a bola, antes de a rematar para o fundo da baliza de Júlio César.
Ouviu-se o apito final logo depois e estava confirmada mais uma vitória do F.C. Porto. Com sorte, dirão uns. Com justiça, afirmarão outros. Com eficácia, dizemos nós, fruto da mais-valia que é ter dois argentinos como Lucho e Lisandro na equipa, e um português de nome Ricardo Quaresma a aparecer a tempo de decidir.
Por Irene Palma, jornalista "Mais Futebol"


