Liga Sagres: Paços de Ferreira e Belenenses fecham 17ª Jornada com um empate
Paços de Ferreira e Belenenses fecharam a 17ª Jornada da Liga Sagres com um empate, em jogo disputado esta noite na Mata Real.
Com este resultado, pacenses e "azuis" continuam a ocupar os últimos lugares da tabela classificativa, tendo os "castores" 1 ponto a mais do que o seu adversário da partida de hoje.
Crónica do Jogo:
Debaixo de muita chuva e sobre um relvado deplorável, que já viu de tudo (até neve) neste princípio de ano, os jogadores do P. Ferreira e do Belenenses começaram num bom ritmo.
Os "azuis" tinham mais posse de bola e, logo aos 6 minutos, Saúlo aproveita uma desatenção da defesa pacense para inaugurar o marcador.
O golo teve o "condão" de acordar o P. Ferreira que começou a atacar mais, e a incomodar com verdadeiro perigo o guardião Júlio César.
E essa súbita mudança de atitude deu frutos, pois aos 22 minutos, Cristiano, na sequência de um pontapé de canto, empatou a partida.
Com os pontos divididos e as condições do relvado cada vez pior, os jogadores baixaram de velocidade e entrou-se numa toada morna e sem interesse. O resto da primeira parte foi um misto de bola cá, bola lá, escorregadela aqui e queda acolá.
Para a segunda metade, os conjuntos não fizeram alterações e o cariz do jogo também não se alterou em nada.
Só a partir dos 70 minutos é que o Paços de Ferreira resolveu ir à procura do golo da vitória, e em pouco minutos, assustou Júlio César por várias vezes.
Jaime Pacheco gesticulava do banco e como os seus jogadores não reagiram aos incentivos, começou a fazer algumas alterações.
Talvez devido às mudanças, ou por o Paços ter baixado o ritmo de jogo, a verdade é que o Belenenses melhorou e voltou a equilibrar a partida.
Satisfeitos com o resultado, e porque as condições do terreno já não davam para mais, as duas equipas começam a gerir o marcador e até as questões disciplinares.
Filipe Anunciação vê o 2º cartão amarelo de propósito, para poder limpar na Liga Intercalar e ficar com a ficha em branco quando for defrontar Benfica e F.C. Porto. Mais uma forma de contornar os regulamentos legalmente, prática que é utilizada por todas as equipas. Bom exemplo disso, é o que se passou há bem pouco tempo com o portista Fucile.
A partida caminhava rapidamente para o fim, enquanto os jogadores trocavam a bola, nitidamente, à espera do apito final.
Quando Lucílio Baptista apitou pela última vez, os jogadores bateram palmas e trocaram as camisolas, contrastando com o desalento que se via na cara das poucas centenas de adeptos, que pagaram 10€ por um bilhete, suportaram a chuva, o frio e o vento e só tiveram "direito" a um triste espectáculo de futebol.
Já dizia um antigo treinador (Manuel Oliveira) que futebol à 2ª Feira "não dá", ainda por cima à noite e com condições de tempo adversas. Os adeptos pacenses devem pensar da mesma forma, pelo menos a avaliar pelo cartaz que mostraram na partida de hoje: "Devolvam a bola ao domingo à tarde".
Fica agora ao critério da Liga e das televisões modificarem a situação, pois já se viu que este sistema não funciona, pelo menos, em Portugal.
Jornalista: João Miguel Pereira
Foto: A Bola
Com este resultado, pacenses e "azuis" continuam a ocupar os últimos lugares da tabela classificativa, tendo os "castores" 1 ponto a mais do que o seu adversário da partida de hoje.Crónica do Jogo:
Debaixo de muita chuva e sobre um relvado deplorável, que já viu de tudo (até neve) neste princípio de ano, os jogadores do P. Ferreira e do Belenenses começaram num bom ritmo.
Os "azuis" tinham mais posse de bola e, logo aos 6 minutos, Saúlo aproveita uma desatenção da defesa pacense para inaugurar o marcador.
O golo teve o "condão" de acordar o P. Ferreira que começou a atacar mais, e a incomodar com verdadeiro perigo o guardião Júlio César.
E essa súbita mudança de atitude deu frutos, pois aos 22 minutos, Cristiano, na sequência de um pontapé de canto, empatou a partida.
Com os pontos divididos e as condições do relvado cada vez pior, os jogadores baixaram de velocidade e entrou-se numa toada morna e sem interesse. O resto da primeira parte foi um misto de bola cá, bola lá, escorregadela aqui e queda acolá.
Para a segunda metade, os conjuntos não fizeram alterações e o cariz do jogo também não se alterou em nada.
Só a partir dos 70 minutos é que o Paços de Ferreira resolveu ir à procura do golo da vitória, e em pouco minutos, assustou Júlio César por várias vezes.
Jaime Pacheco gesticulava do banco e como os seus jogadores não reagiram aos incentivos, começou a fazer algumas alterações.
Talvez devido às mudanças, ou por o Paços ter baixado o ritmo de jogo, a verdade é que o Belenenses melhorou e voltou a equilibrar a partida.
Satisfeitos com o resultado, e porque as condições do terreno já não davam para mais, as duas equipas começam a gerir o marcador e até as questões disciplinares.
Filipe Anunciação vê o 2º cartão amarelo de propósito, para poder limpar na Liga Intercalar e ficar com a ficha em branco quando for defrontar Benfica e F.C. Porto. Mais uma forma de contornar os regulamentos legalmente, prática que é utilizada por todas as equipas. Bom exemplo disso, é o que se passou há bem pouco tempo com o portista Fucile.
A partida caminhava rapidamente para o fim, enquanto os jogadores trocavam a bola, nitidamente, à espera do apito final.
Quando Lucílio Baptista apitou pela última vez, os jogadores bateram palmas e trocaram as camisolas, contrastando com o desalento que se via na cara das poucas centenas de adeptos, que pagaram 10€ por um bilhete, suportaram a chuva, o frio e o vento e só tiveram "direito" a um triste espectáculo de futebol.
Já dizia um antigo treinador (Manuel Oliveira) que futebol à 2ª Feira "não dá", ainda por cima à noite e com condições de tempo adversas. Os adeptos pacenses devem pensar da mesma forma, pelo menos a avaliar pelo cartaz que mostraram na partida de hoje: "Devolvam a bola ao domingo à tarde".
Fica agora ao critério da Liga e das televisões modificarem a situação, pois já se viu que este sistema não funciona, pelo menos, em Portugal.
Jornalista: João Miguel Pereira
Foto: A Bola



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