Belenenses "esquece" "caso Mayong" e empata em Braga
Há vida em Belém para lá do "caso Meyong" e o empate desta noite em Braga não o desmente, com os bracarenses a não aproveitarem a previsível ansiedade da equipa de Jorge Jesus e a divisão de pontos ajusta-se. Rolando e Linz fizeram os golos e as duas equipas continuam separadas por um ponto na classificação, pelo menos até ver.
Os que vaticinaram um Belenenses urdido pela possibilidade de perder seis pontos na secretaria, enganaram-se redondamente. Os azuis do Restelo apresentaram-se tranquilos, personalizados e não acusaram a melhor entrada em jogo do Sp. Braga.
Uma melhor entrada que não significa, necessariamente, uma boa entrada. Isto porque, apesar do maior tempo de posse de bola e do aparente controlo do jogo, os minhotos foram incapazes de incomodar verdadeiramente Costinha.
Nas alas, Jorginho e Wender raramente levaram a melhor sobre Alvim e Cândido Costa, e pelo centro as coisas saíram ainda piores. Roberto Brum esteve muito abaixo do que tem feito nas últimas semanas - saiu ao intervalo e muito bem - e Vandinho provou, uma vez mais, não ser o homem ideal para ocupar a posição número dez. Salvou-se Frechaut.
No meio de tudo isto, sobravam a apatia e a auto-comiseração por um Belenenses em risco de baixar vários lugares na tabela. Um remate de Vandinho, logo a começar, e um centro perigoso de Jorginho, aos 15 minutos, foi o melhor que a equipa de Manuel Machado conseguiu no primeiro tempo.
Aproveitou, por isso, o Belenenses. Vendo tão frágil e anémico o oponente (teoricamente mais forte), a equipa de Jorge Jesus começou a circular muito bem a bola a partir da meia-hora, com os resultados práticos a surgirem pouco depois.
Ao minuto 39, Zé Pedro apontou um Livre da direita, a bola bateu no corpo de Contreras, foi ao poste e na recarga Rolando fez o primeiro Golo do jogo. Um lenitivo importante para uma equipa que tentava superar o trauma causado pelo recente imbróglio burocrático que envolveu Meyong.
Os bloqueios belenenses davam frutos e, ao intervalo, Manuel Machado, apercebendo-se disso, tirou um médio-defensivo (Brum) e apostou em César Peixoto, que entrara muito bem no Estádio do Dragão. Voltou a fazê-lo esta noite, principalmente depois de ter recuado para o lado de Frechaut, deixando Linz e João Tomás (que substituíra Jorginho) no eixo do ataque.
Assim, com Wender bem aberto na esquerda, dois Pontas-de-Lança, Peixoto no apoio e Vandinho pela direita, o treinador bracarense criou as condições que não tinham existido até então.
A equipa percebeu que era hora de arriscar e assim o fez. Não admirou, portanto, o 1-1 apontado por Roland Linz aos 66 minutos, como não admiraria que o Sp. Braga tivesse marcado mais.
Wender, de resto, esteve muito perto de o fazer, quando rematou ao poste a dez minutos do final. Foi o melhor que o Sp. Braga conseguiu até ao apito final do árbitro Pedro Henriques, que merece nota positiva no abrir da 17ª jornada da Liga Bwin.
Por Pedro Jorge da Cunha, jornalista "Mais Futebol"
Foto: A Bola
Os que vaticinaram um Belenenses urdido pela possibilidade de perder seis pontos na secretaria, enganaram-se redondamente. Os azuis do Restelo apresentaram-se tranquilos, personalizados e não acusaram a melhor entrada em jogo do Sp. Braga. Uma melhor entrada que não significa, necessariamente, uma boa entrada. Isto porque, apesar do maior tempo de posse de bola e do aparente controlo do jogo, os minhotos foram incapazes de incomodar verdadeiramente Costinha.
Nas alas, Jorginho e Wender raramente levaram a melhor sobre Alvim e Cândido Costa, e pelo centro as coisas saíram ainda piores. Roberto Brum esteve muito abaixo do que tem feito nas últimas semanas - saiu ao intervalo e muito bem - e Vandinho provou, uma vez mais, não ser o homem ideal para ocupar a posição número dez. Salvou-se Frechaut.
No meio de tudo isto, sobravam a apatia e a auto-comiseração por um Belenenses em risco de baixar vários lugares na tabela. Um remate de Vandinho, logo a começar, e um centro perigoso de Jorginho, aos 15 minutos, foi o melhor que a equipa de Manuel Machado conseguiu no primeiro tempo.
Aproveitou, por isso, o Belenenses. Vendo tão frágil e anémico o oponente (teoricamente mais forte), a equipa de Jorge Jesus começou a circular muito bem a bola a partir da meia-hora, com os resultados práticos a surgirem pouco depois.
Ao minuto 39, Zé Pedro apontou um Livre da direita, a bola bateu no corpo de Contreras, foi ao poste e na recarga Rolando fez o primeiro Golo do jogo. Um lenitivo importante para uma equipa que tentava superar o trauma causado pelo recente imbróglio burocrático que envolveu Meyong.
Os bloqueios belenenses davam frutos e, ao intervalo, Manuel Machado, apercebendo-se disso, tirou um médio-defensivo (Brum) e apostou em César Peixoto, que entrara muito bem no Estádio do Dragão. Voltou a fazê-lo esta noite, principalmente depois de ter recuado para o lado de Frechaut, deixando Linz e João Tomás (que substituíra Jorginho) no eixo do ataque.
Assim, com Wender bem aberto na esquerda, dois Pontas-de-Lança, Peixoto no apoio e Vandinho pela direita, o treinador bracarense criou as condições que não tinham existido até então.
A equipa percebeu que era hora de arriscar e assim o fez. Não admirou, portanto, o 1-1 apontado por Roland Linz aos 66 minutos, como não admiraria que o Sp. Braga tivesse marcado mais.
Wender, de resto, esteve muito perto de o fazer, quando rematou ao poste a dez minutos do final. Foi o melhor que o Sp. Braga conseguiu até ao apito final do árbitro Pedro Henriques, que merece nota positiva no abrir da 17ª jornada da Liga Bwin.
Por Pedro Jorge da Cunha, jornalista "Mais Futebol"
Foto: A Bola


