Liga BWin: Weldon "afunda" armada leixonense
Jogo de emoções no Estádio do Mar, regado com muita chuva para espicaçar as ambições demasiado diferentes entre si. A equipa da casa tinha uma óptima oportunidade de descolar dos últimos lugares da classificação, mas não a aproveitou. Os visitantes querem uma Europa que não está assim tão distante e não perdoaram.
É verdade que Leixões e Belenenses só estavam, à partida, separados por seis posições na tabela. Mas a distância entre as duas equipas é maior do que isso e os comandados de Jorge Jesus fizeram questão de o demonstrar em campo. O segredo esteve na maturidade dos "azuis" do Restelo, perante uns "bebés" com vontade a mais e eficácia a menos.
A equipa do Restelo mostrou porque está a lutar pela Europa. Foi mais inteligente, deixando os leixonenses jogarem até onde lhe interessava. Foi mais matreira, esperando um passo em falso para "matar a presa". Foi, sobretudo, melhor do que um Leixões demasiado emotivo para a frieza que a posição na tabela exige.
O treinador leixonense, António Pinto, arriscou ao colocar Vieirinha no lugar de Paulo Machado, num 4x3x3 mais atrevido do que o habitual, mas a aposta saiu ao lado. O avançado foi pequeno demais para aquela defesa imponente do Belenenses. Jorge Jesus jogou no esquema habitual, "alicerçado" num meio-campo muito experiente, com Zé Pedro e Silas ao nível do costume.
O primeiro tempo foi uma bela demonstração daquilo que devia ser sempre a Liga BWin: um jogo bem disputado, com várias oportunidades de golo para cada lado. Ainda assim, foi mais perigoso o Belenenses, justificando a vantagem mínima ao intervalo. A "pintura" só ficou "borrada" com a atitude de Cosme Machado, a ignorar uma mão nítida de Hugo Alcântara na grande-área dos azuis do Restelo.
Dos balneários, veio um Leixões ainda mais ofensivo, mas foi um Belenenses bem mais maduro a aumentar a vantagem. Weldon não perdoou mais uma distracção da defesa leixonense e o 0-2 era um castigo para a ingenuidade dos "bebés". Mas enganem-se os que pensam que o jogo ficou por aqui.
A melhor parte ainda estava para vir. Paulo Machado reduziu quando faltavam dez minutos para o fim e foi o suficiente para levantar um estádio sedento de vitórias. Pode dizer-se que o forcing final deu resultado, porque o Leixões ainda dispôs de duas oportunidades soberanas para empatar. Uma delas, é certo, "inventada" pelo árbitro. O certo é que, de forma quase infantil, a equipa da casa falha a dobrar e entrega uma vitória de bandeja ao Belenenses.
Jorge Jesus tinha avisado que este jogo era "uma final para ambas as equipas" e os seus pupilos fizeram questão de demonstrar que não estão aqui para brincadeiras. Parabéns, então, a este senhor Belenenses pela vitória no Estádio do Mar. A António Pinto restam cinco jornadas para levar este Leixões a bom porto. Para a semana, os "bebés" viajam até ao estádio de Alvalade e a excursão até já está a ser preparada, porque não vai ser esta derrota a afundar o barco de esperança dos adeptos leixonenses.
Por Catarina Pereira, jornalista "Mais Futebol"
Foto: Estela Silva, fotojornalista "Lusa"
A equipa do Restelo mostrou porque está a lutar pela Europa. Foi mais inteligente, deixando os leixonenses jogarem até onde lhe interessava. Foi mais matreira, esperando um passo em falso para "matar a presa". Foi, sobretudo, melhor do que um Leixões demasiado emotivo para a frieza que a posição na tabela exige.
O treinador leixonense, António Pinto, arriscou ao colocar Vieirinha no lugar de Paulo Machado, num 4x3x3 mais atrevido do que o habitual, mas a aposta saiu ao lado. O avançado foi pequeno demais para aquela defesa imponente do Belenenses. Jorge Jesus jogou no esquema habitual, "alicerçado" num meio-campo muito experiente, com Zé Pedro e Silas ao nível do costume.
O primeiro tempo foi uma bela demonstração daquilo que devia ser sempre a Liga BWin: um jogo bem disputado, com várias oportunidades de golo para cada lado. Ainda assim, foi mais perigoso o Belenenses, justificando a vantagem mínima ao intervalo. A "pintura" só ficou "borrada" com a atitude de Cosme Machado, a ignorar uma mão nítida de Hugo Alcântara na grande-área dos azuis do Restelo.
Dos balneários, veio um Leixões ainda mais ofensivo, mas foi um Belenenses bem mais maduro a aumentar a vantagem. Weldon não perdoou mais uma distracção da defesa leixonense e o 0-2 era um castigo para a ingenuidade dos "bebés". Mas enganem-se os que pensam que o jogo ficou por aqui.
A melhor parte ainda estava para vir. Paulo Machado reduziu quando faltavam dez minutos para o fim e foi o suficiente para levantar um estádio sedento de vitórias. Pode dizer-se que o forcing final deu resultado, porque o Leixões ainda dispôs de duas oportunidades soberanas para empatar. Uma delas, é certo, "inventada" pelo árbitro. O certo é que, de forma quase infantil, a equipa da casa falha a dobrar e entrega uma vitória de bandeja ao Belenenses.
Jorge Jesus tinha avisado que este jogo era "uma final para ambas as equipas" e os seus pupilos fizeram questão de demonstrar que não estão aqui para brincadeiras. Parabéns, então, a este senhor Belenenses pela vitória no Estádio do Mar. A António Pinto restam cinco jornadas para levar este Leixões a bom porto. Para a semana, os "bebés" viajam até ao estádio de Alvalade e a excursão até já está a ser preparada, porque não vai ser esta derrota a afundar o barco de esperança dos adeptos leixonenses.
Por Catarina Pereira, jornalista "Mais Futebol"
Foto: Estela Silva, fotojornalista "Lusa"



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